Oposição do Zimbábue vai rejeitar resultados das eleições

O Movimento pela Mudança Democrática(MDC), partido de oposição do Zimbábue, disse na sexta-feiraque vai rejeitar os resultados das eleições presidenciaisapresentados aos candidatos por autoridades eleitorais. Os dados oficiais mostram que o líder do MDC, MorganTsvangirai, teve 47,9 por cento dos votos, derrotando opresidente Robert Mugabe, que obteve 43,2 por cento, o que nãoé suficiente para evitar um segundo turno contra Mugabe, quecomanda o Zimbábue desde 1980. Os resultados ainda não foram anunciados oficialmente. Aoposição insiste que Tsvangirai ganhou no primeiro turno. "Parece que a Comissão Eleitoral do Zimbábue estádeterminada a anunciar seu resultado, mas ele certamente serárejeitado por nós. Será rejeitado porque não terminamos oprocesso", disse Chris Mbanga, representante de Tsvangirai. "Há essa urgência em anunciar o resultado, mas não faremosparte disso", disse ele a repórteres durante o intervalo de umareunião do processo de verificação do resultado das eleições,que começou na quinta-feira. Perguntado sobre quanto tempo este processo duraria,Mbanga, disse: "Pode levar dias, semanas, meses... Levamos 30dias para chegar a este processo, então dizemos: 'Por que apressa?"'As autoridades eleitorais apresentaram os resultados aoscandidatos depois de um mês da realização das eleições, o queocasionou derramamento de sangue no país. Os números batem comos que autoridades do governo passaram à Reuters no começo dasemana. Por lei, a passagem de poder deve ocorrer 21 diasdepois do resultado das eleições. Tsvangirai levantou dúvidas quanto à sua participação em umsegundo turno. Ele saiu do país logo após a votação, tentandomanter a pressão internacional sobre Mugabe, de 84 anos. Noentanto, ele sugeriu que pode participar do segundo turno, casoobservadores internacionais liderados pela Organização dasNações Unidas (ONU) monitorem o processo. Da última vez, oprincipal grupo de observadores era de países vizinhos doZimbábue. (Reportagem de MacDonald Dzirutwe)

REUTERS

02 de maio de 2008 | 09h16

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