Ronaldo Schemidt / AFP
Ronaldo Schemidt / AFP

Oposição e chavismo voltarão a negociar, agora em Barbados

Encontro deve ocorrer esta semana, segundo líder opositor Juan Guaidó, sob mediação da Noruega

AFP, CARACAS

08 de julho de 2019 | 00h24

A oposição venezuelana retomará o diálogo com delegados do presidente Nicolás Maduro, afirmou neste domingo, 7, o líder parlamentar Juan Guaidó. Ele informou que a nova tentativa acontecerá na ilha caribenha de Barbados, em data não informada. “Nos dirigimos ao país e à comunidade internacional, a fim de anunciar que em atenção à mediação do Reino da Noruega (...) se assistirá a uma reunião com representantes do regime usurpador em Barbados, para estabelecer uma negociação de saída da ditadura”, afirmou Guaidó em comunicado.

Reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, o líder opositor insistiu que as negociações buscam abrir caminho para “o fim da usurpação” de Maduro e um governo de transição que convoque eleições livres. Os diálogos em Oslo para resolver a crise política e socioeconômica no país petroleiro foram congelados depois que Guaidó denunciou o “assassinato” – em 29 de junho – do capitão Rafael Acosta Arévalo, preso após ser relacionado a um suposto plano de magnicídio.

“As partes se reunirão nesta semana em Barbados para avançar na busca de uma solução acordada e constitucional para o país. As negociações acontecerão de maneira continua e ágil”, informou a Noruega em um texto divulgado ontem. Maduro assegurou em 27 de junho que o diálogo com a oposição “vai continuar” e prometeu avançar “em acordos verificáveis” pela “paz da Venezuela”.

Durante o tradicional desfile de 5 de julho para celebrar a independência da Venezuela, Maduro afirmou que na próxima semana haverá “boas notícias” em torno das negociações iniciadas em maio na Noruega. O líder opositor argumentou que receberão hoje em Caracas ao representante especial da União Europeia para a Venezuela, Enrique Iglesias, “como parte da ofensiva internacional” contra Maduro. Setores da oposição são críticos com o diálogo por considerar que o presidente busca ganhar tempo. A República Dominicana, a Igreja Católica e o ex-premiê José Luis Rodríguez Zapatero estiveram envolvidos em tentativas de negociação fracassadas. / AFP

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