Oposição egípcia cria comitê para negociar com militares

Irmandade Muçulmana e organização de ElBaradei vão analisar com Exército o fim do regime

Efe

30 de janeiro de 2011 | 15h03

 

 

CAIRO - A Irmandade Muçulmana, maior grupo opositor egípcio, e a organização liderada pelo Prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei criaram um comitê para analisar, junto com o Exército, o fim do regime de Hosni Mubarak, anunciaram neste domingo, 30. 

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O dirigente da Irmandade Muçulmana, Saad al-Katatni, disse à Agência Efe por telefone que "o comitê poderá fazer amanhã uma reunião com responsáveis militares para avaliar uma possível mudança no regime do Egito".

Katatni afirmou que esse comitê, de caráter laico e com diferentes movimentos opositores, quer estudar a saída de Mubarak do país, a formação de um governo transitório e a realização de eleições livres.

Desde a última terça-feira, o Egito vive uma onda de protestos populares, apoiada pelos grupos opositores do regime de Mubarak, que tem 82 anos e está no poder há três décadas.

No último sábado, Mubarak, nomeou dois generais para ocupar os cargos de vice-presidência e a chefia do governo.

Omar Suleiman, chefe dos serviços de inteligência, foi designado para ser vice-presidente, e o também general Ahmed Shafiq recebeu a ordem de formar o governo após a renúncia do gabinete anterior presidido pelo civil Ahmed Nazif.

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