Oposição egípcia encerra protestos na praça Tahrir, no Cairo

Coalizão afirma que irá convocar demonstrações semanais para manter a pressão sobre o governo

AP e Reuters,

12 de fevereiro de 2011 | 14h30

 

CAIRO - A principal coalizão de grupos de oposição no Egito afirmou neste sábado, 12, que irá encerrar os protestos na praça central da capital egípcia depois de derrubar o regime de 30 anos do líder autoritário Hosni Mubarak. No entanto, os grupos afirmaram que irão convocar demonstrações semanais para manter a pressão sobre o governo militar pela implementação de reformas democráticas.  Alguns opositores não ligados à coalizão disseram que permanecerão acampados na praça e não ficou claro quando a região central da cidade será liberada.

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A coalizão de oposição listou suas exigências em uma coletiva de imprensa neste sábado. Eles querem que as leis de emergência sejam suspensas, que o parlamento seja dissolvido e que um comitê emende a constituição, entre outras coisas.

 

Eles disseram no sábado que estavam formando um conselho para defender a revolução e negociar com o conselho militar que atualmente comanda o país. "O propósito do Conselho de Curadores é manter o diálogo com o conselho militar e levar a revolução adiante através de uma fase de transição", disse a jornalistas o acadêmico Khaled Abdel Qader Ouda, na Praça Tahrir, no Cairo.

 

"O conselho terá a autoridade para convocar protestos ou suspendê-los, dependendo de como a situação se desenvolver", disse. Ouda disse que o conselho convocaria uma manifestação na próxima sexta-feira para comemorar o sucesso da revolução.

 

O conselho terá cerca de 20 membros, incluindo organizadores de protestos, indivíduos proeminentes e líderes de todo o espectro político, disse. Contatos ainda estavam sendo feitos para conferir se alguns prováveis membros estavam prontos para se juntar à equipe.

 

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