Oposição exige libertação de líder Suu Kyi em Mianmar

Governo militar prolongou por mais um ano em maio a prisão domiciliar da líder opositora, detida há cinco anos

Efe,

10 de junho de 2008 | 03h12

A Liga Nacional pela Democracia (LND) exigiu nesta terça-feira, 10, a libertação da líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, e qualificou de "ilegal" a decisão da Junta Militar que governa o país de prolongar por mais um ano sua detenção. O Governo militar de Mianmar (antiga Birmânia) prolongou em 27 de maio a prisão domiciliar de Suu Kyi, que está detida há cinco anos. As Nações Unidas tentam mediar negociações para que as duas partes empreendam um diálogo que propicie a reconciliação. "A LND apresentará um recurso de apelação amparado pela lei contra a ordem de prorrogar a detenção de Aung San Suu Kyi, que é ilegal e injusta", assinalou a legenda opositora em comunicado. O partido de Suu Kyi anunciou essa iniciativa após a libertação de 15 membros detidos em 27 de maio, quando realizavam uma manifestação pacífica pelas ruas de Mianmar, em direção à casa da líder opositora. Suu Kyi já passou cerca de 18 anos presa desde que foi detida pela primeira vez pelas autoridades militares do país, em 1989. A Junta Militar ignorou até o momento todos os pedidos efetuados pelas Nações Unidas, União Européia e Estados Unidos para que liberte de forma incondicional Suu Kyi.

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