Oposição iemenita forma conselho para liderar transição

A oposição do Iêmen elegeu, nesta quarta-feira, um conselho abrangente com o objetivo de retirar do poder o presidente Ali Abdullah Saleh, que há dez semanas se recupera de queimaduras em Riad, na Arábia Saudita.

AE, Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 12h44

Os 143 membros do "Conselho Nacional para as Forças da Revolução Pacífica" foram eleitos por cerca de 800 representantes de diversos grupos opositores, informou um correspondente da agência France Presse. O grupo escolhido vai eleger os 20 integrantes que formarão um comitê executivo.

"O Conselho Nacional vai liderar as forças da revolução, determinadas a permanecer fortes até a saída de Ali Abdullah Saleh", disse Sultan al-Atwani, importante líder opositor.

O conselho reúne partidos do Fórum Comum, que por sua vez inclui o influente partido islamita Al-Islah (Reforma) e jovens manifestantes. Além desses grupos, o novo conselho também inclui representantes da sociedade civil, membros do separatista Movimento do Sul e os rebeldes xiitas Huthi, do norte, bem como ativistas independentes.

"Com a formação deste conselho, a oposição vai assinar o atestado de óbito da proposta do Golfo" para uma transferência de poder, disse Tariq al-Sham, porta-voz do Congresso Geral do Povo (CGP), partido de Saleh, antes da eleição. "Eles provam que não querem uma solução pacífica, mas tentam derrubar a legitimidade constitucional", disse ele à AFP.

O acordo proposto pelos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) em abril estipula que Saleh apresente sua renúncia ao Parlamento 30 dias depois de passar o poder a seu vice em troca de imunidade contra processos judiciais. Também diz que a oposição deve formar um governo de unidade nacional, no qual o CGP e a oposição sejam representados de forma igualitária. Eleições presidenciais deveriam ser realizadas dois meses mais tarde.

O acordo perdeu força em maio depois de Saleh adiar várias vezes sua saída e no começo de junho foi enviado às pressas para a Arábia Saudita para se tratar dos ferimentos de um ataque a bomba contra seu palácio em Sanaa. As informações são da Dow Jones.

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