Oposição intensifica protestos no Iêmen

Durante orações, imã diz que iemenitas têm o 'comprometimento religioso' de derrubar regime

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2011 | 11h19

Manifestantes se reuniram em frente a Universidade de Saná para protestar. Foto: Ammar Awad/Reuters

 

 

SANÁ - Dezenas de milhares de pessoas se reuniram hoje na praça principal da capital do Iêmen, Sanaa, após as orações do dia sagrado muçulmano. Eles participaram de grandes manifestações para pedir a renúncia do presidente.

 

Veja também:

especialLinha do Tempo: 40 anos de ditadura na Líbia

documento Arquivo: Kadafi nas páginas do Estado

especialInfográfico:  A revolta que abalou o Oriente Médio

blog Radar Global: Os mil e um nomes de Kadafi

lista Análise: Hegemonia de Kadafi depende de Exército fraco

Testemunhas disseram que os manifestantes se reuniram na praça perto da entrada principal da Universidade de Saná, em meio a estritas medidas de segurança. As forças de segurança montaram cordões de isolamento nas ruas próximas, para impedir a chegada de manifestantes à praça, que tem sido palco das manifestações pela renúncia do presidente Ali Abdullah Saleh, um aliado dos Estados Unidos que está há 32 anos no poder.

Um imã muçulmano que conduziu as orações hoje pediu aos manifestantes que intensifiquem os protestos "até a saída do presidente". "Todo iemenita está comprometido religiosamente a derrubar este regime", afirmou Abdullah Fatir em seu sermão. Segundo ele, Saleh "é um demônio que nos fez regredir à idade da pedra". A multidão saudou o discurso.

As manifestações da sexta-feira passada terminaram em violentos confrontos em Sanaa e nas cidades de Áden e Taiz, com várias mortes. Outros protestos ocorreram em Taiz e Hadramout.

Proteção

Na quarta-feira, Saleh disse que ordenou aos serviços de segurança que protejam os manifestantes, acabem com os enfrentamentos e impeçam confrontos direitos entre partidários do governo e opositores. O Iêmen é empobrecido e com um governo central frágil, onde há uma célula ativa da Al-Qaeda. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Iêmenpolíticaprotestos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.