Oposição italiana pode se abster em voto do orçamento

Parlamentares contrários a Berlusconi consideram insuficiente pacote de medidas de austeridade

Agência Estado

10 de novembro de 2011 | 14h19

ROMA - A oposição da Itália tende a se abster ou não votar uma série de medidas de austeridade junto ao orçamento de 2012 no final de semana, disse um senador da oposição, Mario Baldassari, nesta quinta-feira, 10. "A coalizão de governo tem a maioria para aprovar as medidas até o sábado à noite ou o domingo", disse Baldassari, parlamentar do Partido do Futuro e da Liberdade e ex-vice-ministro da Economia.

 

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Baldassari disse que seu partido, que deixou a coalizão de governo de centro-direita do primeiro-ministro Silvio Berlusconi há um ano, considera a lei do orçamento insuficiente. "Faltam 15 bilhões de euros para atingir o equilíbrio do déficit do orçamento em 2013", disse Baldassari. "Vários itens desta lei, como agilizar os julgamentos civis, não ajudarão a reduzir o déficit", afirmou.

Berlusconi prometeu renunciar logo após o orçamento de 2012 ser aprovado e um novo governo poderá ser formado, chefiado pelo economista Mario Monti, que na quarta foi nomeado senador vitalício pelo presidente Giorgio Napolitano.

O governo italiano apresentou as medidas econômicas ao Comitê de Orçamento do Senado na quarta-feira. Entre as medidas estão o aumento da idade para a aposentadoria, a venda de propriedades do Estado e limites mais rigorosos para as administrações locais, como regiões, províncias e municípios, reduzirem seus níveis de endividamento até 2013.

Baldassari disse que Monti, ex-comissário de competição da União Europeia, irá "quase certamente" ser o próximo primeiro-ministro. "Ele é competente e desfruta da credibilidade necessária para conduzir as reformas estruturais", disse. As informações são da Dow Jones.

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