Oposição japonesa é favorita na eleição de domingo

Frustrado com a situação econômica, o eleitorado japonês deve garantir a vitória da oposição na eleição de domingo, mas rapidamente o Partido Democrático terá de enfrentar os graves problemas de desemprego e deflação.

YOKO KUBOTA, REUTERS

28 de agosto de 2009 | 09h46

Uma vitória expressiva do PD encerrará mais de meio século de domínio quase ininterrupto do Partido Liberal Democrático (PLD) na política japonesa. O país atualmente atravessa uma fase de impasses, já que a oposição domina o Senado, menos importante que a Câmara, mas com poder de adiar a aprovação de projetos.

Sob a liderança de Yukio Hatoyama, o PD promete estimular os gastos públicos com as famílias e reduzir o poder dos burocratas, que são vistos como responsáveis pela incapacidade do governo em lidar com problemas como o encolhimento e rápido envelhecimento populacional.

O PD também busca uma postura de maior independência diplomática em relação aos EUA.

O país tem a segunda maior economia do mundo, mas sofre para se recuperar da sua pior recessão em 60 anos. A taxa de desemprego em julho bateu um recorde de 5,7 por cento.

O jornal Mainichi, com base em uma pesquisa detalhada, afirmou que os democratas devem conquistar uma maioria de dois terços na Câmara, que conta com 480 membros, uma estimativa em linha com outras pesquisas.

A conquista de 269 cadeiras ou mais pode dar ao PD o controle de todos os comitês na Câmara, enquanto uma maioria de dois terços também ajudaria a passar leis mesmo se o partido perder a votação de renovação do Senado, marcada para meados de 2010.

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