Oposição japonesa rejeita extensão de apoio aos EUA no Afeganistão

Governo quer continuar prestando apoio ao Exército americano no país; mas oposição deve barrar no Senado

Efe,

30 de agosto de 2007 | 06h28

O líder da oposição japonesa, Ichiro Ozawa, rejeitou nesta quinta-feira o pedido da chanceler alemã, Angela Merkel, de prolongar as operações de apoio ao Exército dos Estados Unidos no Afeganistão, informou a agência Kyodo. Angela Merkel, atualmente em visita oficial ao Japão, se reuniu nesta quinta com Ichiro Ozawa, presidente do Partido Democrático (PD), e apresentou seu pedido. Ozawa afirmou que o Japão deve "se envolver de forma ativa nas atividades autorizadas pelas Nações Unidas", mas as atuações das Forças de Autodefesa japonesas devem contar com uma "clara legitimidade". Foi a resposta do oposicionista a Angela Merkel, que tinha apontado que "o máximo possível de países" deveria se envolver na luta contra o terrorismo. O prolongamento das operações de apoio logístico do Exército japonês à coalizão que invadiu o Afeganistão após os atentados de 11 de setembro de 2001 depende da ampliação da vigência da Lei Antiterrorista japonesa, que expira dia 1 de novembro. A coalizão governante, formada pelo Partido Liberal-Democrata (PLD) de Shinzo Abe e pelo Novo Komeito pretende renovar a lei e continuar prestando apoio ao Exército americano no Afeganistão. Mas o PD pode bloquear a medida, já que controla o Senado desde as eleições de 29 de julho. O partido tem se mostrado contra a colaboração militar japonesa com a coalizão de países liderados pelos EUA que invadiu o Afeganistão. Atualmente, a Marinha japonesa fornece combustível aos EUA e seus aliados no Afeganistão. Além disso, o Japão apóia os EUA no Iraque com três aviões C-130 e 200 militares da Força Aérea com base no Kuwait.

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