Oposição na Bolívia desafia greve de fome de Evo Morales

Presidente do Senado diz que oposição só discutirá lei eleitoral se houver revisão dos registros eleitorais

AP,

11 de abril de 2009 | 18h51

O presidente do Senado da Bolívia, Oscar Ortiz, afirmou hoje que a oposição não voltará a discutir a lei eleitoral a menos que o governo do presidente Evo Morales aceite uma revisão dos registros eleitorais, suspeitos de irregularidades. A exigência desafia a greve de fome que Morales faz com o objetivo de pressionar o Congresso a aprovar uma lei que o autoriza a convocar as eleições gerais previstas na reforma constitucional, que foi aprovada pelos eleitores em janeiro.

 

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A Corte Nacional Eleitoral disse que é impossível refazer todo o cadastro dos eleitores a tempo de cumprir o mandato de realizar eleições gerais em 6 de dezembro.

O ministro da saúde e médico, Ramiro Tapia, disse hoje que o estado de saúde de Morales "está estável" depois de três dias de um jejum em que só mastiga folha de coca e bebe água e mate de camomila. Segundo Tapia, Morales continua a discutir questões, assinar papéis e atender ligações, embora o médico tenha lhe recomendado repouso.

Na quinta-feira, o mandatário afirmou que seus opositores "sabem que pode ser reeleito e têm medo" de aprovar a lei eleitoral. Para Morales, esta é a única explicação para que o assunto seja postergado. Para ele, os outros argumentos não passam de "pretextos".

Morales ainda não confirmou se será candidato, mas sabe que tem grandes chances de ser reeleito em dezembro diante de uma oposição pequena e dividida que, por ora, não tem um candidato que conte com o mesmo apoio popular.

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