Oposição na Geórgia mantém protestos diante do Parlamento

Muitos manifestantes exigem a renúncia do presidente Mikhail Saakshvili

EFE,

03 de novembro de 2007 | 07h13

Os protestos da oposição georgiana continuaram durante a noite desta sexta-feira, 2, em frente à sede do Parlamento, em Tbilisi, com os organizadores convocando um novo comício para este sábado, às 6 horas (de Brasília). "As manifestações continuarão neste sábado e, se for necessário, nos próximos dias, até que as exigências do povo sejam atendidas", disse hoje Konstantin Gamsakhurdia, líder do movimento Liberdade e filho do ex-presidente Zviad Gamsakhurdia, que morreu em 1993. O líder oposicionista garantiu que "o povo tirará vai obrigar as autoridades e o presidente a atender suas reivindicações". Segundo diversas fontes, jovens tentaram tomar o edifício do Parlamento durante a noite. Mas a oposição afirma que o ataque foi um "ato de provocação" das autoridades. "Não deixaremos que os manifestantes ataquem o Parlamento. Não devemos permitir isso, para que depois não nos acusem de recorrer à violência", disse Levan Berdzenishvili, líder do Partido Republicano, citado pelo canal de televisão "Imedi". Na sexta-feira, a oposição reuniu em torno de 100 mil pessoas no centro de Tbilisi. Muitos manifestantes exigem a renúncia do presidente Mikhail Saakshvili. Mas os partidos oposicionistas limitam suas reivindicações a três. Eles querem a convocação de eleições parlamentares no primeiro semestre de 2008, a formação de uma Comissão Eleitoral Central paritária e a libertação de todos os presos políticos. A presidente do Parlamento georgiano, Nino Burdzhanadze, se reuniu na noite de sexta-feira, com os líderes da oposição. Ela rejeitou os "ultimatos", pediu aos manifestantes que "se dispersem" e prometeu transmitir as reivindicações ao presidente. "A eleições parlamentares se realizarão democraticamente no fim de 2008 e cada georgiano terá a oportunidade de expressar livremente sua opinião", afirmou Burdzhanadze. Segundo uma emenda aprovada há meses, as eleições parlamentares serão entre 1 de outubro e 31 de dezembro, meses depois do previsto anteriormente, de modo a coincidir com as presidenciais.

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