Oposição não quer interferência externa nos protestos no Bahrein

Líder de partido opositor rejeita intromissão do Irã e diz que manifestações são luta do povo

Efe

16 de fevereiro de 2011 | 15h24

Xiitas tomaram praça no centro de Manama nos protestos.

 

CAIRO - O líder do Al Wifaq, o principal bloco opositor do Bahrein, disse nesta quarta-feira, 16, que os protestos para introduzir reformas políticas no pequeno país do Oriente Médio são um assunto interno e rejeitou a intromissão de outros países como o Irã no caso.

 

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"Rejeitamos intromissões de qualquer país, seja do Irã ou de outro Estado", disse o xeque Ali Salman, em alusão aos rumores de que o regime iraniano estaria por trás das manifestações realizadas no Bahrein e em outros países árabes. Em comunicado no site do partido, ele disse que o Bahrein "não pede um governo religioso, mas um estado civil democrático em que a soberania resida no povo".

 

Salman disse que há oito anos defende "a ideia da alternância pacífica do poder" no país, cuja população é composta majoritariamente por xiitas (70%) governados pela família sunita do rei Hamad bin Isa Al Khalifa. O monarca está no poder deste 1999 e na última semana tem enfrentado protestos por um estado mais democrático.

 

O Al Wifaq, que conta com 18 das 40 cadeiras da câmara baixa do Parlamento, anunciou na terça-feira que suspendeu sua participação na Assembleia Legislativa, devido ao uso de violência exagerada contra os manifestantes por parte das forças de segurança nos protestos.

 

Neste sentido, Salman denunciou que "os corpos da segurança realizaram algumas ações para tentar fazer com que a revolta dos jovens parecesse caótica". "Estamos satisfeitos pela forma pacífica como se deu a mobilização juvenil", disse o líder opositor, quem ressaltou que dois jovens já morreram nestes protestos.

 

Na terça-feira, após a morte dos dois manifestantes, a população tomou uma das principais praças de Manama, capital do país, para intensificar os protestos. Nesta quarta, a multidão afirmou que não deixará o local até que suas exigências sejam atendidas.

 

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