Oposição no Uruguai planeja revogar lei que descriminaliza uso da maconha

Pré-candidato do Partido Nacional à presidência afirma que gestão de José Mujica tem sido nociva ao país

Agência Estado

16 de março de 2014 | 15h30

O senador e líder da oposição no Uruguai, Jorge Larrañga, afirmou neste domingo, 16, que pretende revogar a recente lei que regulamenta a produção, distribuição e venda da maconha no país. O político é pré-candidato do Partido Nacional às eleições presidenciais em outubro.

"Que não plantem nada, porque vamos revogar (a lei) a partir da confirmação da nova maioria (parlamentar)", disse o senador em um discurso do lançamento de sua campanha. O governo da coalizão de esquerda Frente Ampla "tem enfrentado marchas contra e a favor" do tema das drogas "e agora mesmo surgem muitas dúvidas, e muitas outras virão, para a regulamentação da lei", acrescentou o político.

Atualmente, o governo uruguaio avança na implementação da nova legislação. Impulsionada pelo presidente José Mujica, ela tem gerado polêmicas a nível nacional e internacional, ao estabelecer taxativamente o controle e a regulamentação por parte do Estado de todo o mercado da droga, de sua produção até o consumo.

Segundo as novas regras, cada pessoa poderá comprar até 40 gramas de maconha por mês. A lei também autoriza cada família interessada a plantar e colher até 480 gramas de maconha por ano.

Mujica tem assinalado em várias oportunidade que o que busca é uma alternativa para lutar contra o narcotráfico. Segundo ele, a batalha contra o comércio ilegal de drogas por meio da repressão "está perdida em todo o mundo há muito tempo."

A lei foi aprovada pelo Parlamento do Uruguai no dia 10 de dezembro do ano passado e promulgada duas semanas depois por Mujica. No entanto, segundo pesquisas, ela é rejeitada pela maioria dos uruguaios.

Larrañaga afirmou que a maioria parlamentar, que tem a Frente Ampla tanto na Câmara de Senadores como na de Deputados, "tem feito muitos danos ao Governo e ao país." Segundo ele, a bancada governista "não escuta nada, se fecha a si mesmo e usam esta maioria para liberar a droga."

O senador é o pré-candidato favorito do Partido Nacional e enfrentará as prévias internas no dia 1º de junho. Em sua campanha, ele também prometeu trabalhar para que a educação pública "volte a seu um orgulho nacional." / EFE

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