Oposição paquistanesa negocia reformas anti-Musharraf

Partido Popular Paquistanês tenta acordo com sigla menor para mudanças que podem tirar presidente do poder

Agência Estado e Associated Press,

27 de maio de 2008 | 19h24

A principal força política do Paquistão, o Partido Popular Paquistanês, negociou nesta terça-feira, 27, o apoio de uma sigla menor para uma série de reformas constitucionais que podem tirar poder do presidente Pervez Musharraf. Asif Ali Zardari, chefe do partido mais forte do país, encontrou-se com Nawaz Sharif, líder da Liga Muçulmana do Paquistão.  Veja também:Ministros do partido de Sharif entregam os cargos no Paquistão Foi a primeira reunião entre ambos desde que Sharif retirou os ministros de seu partido do gabinete do governo de coalizão, semanas atrás. Os dois grupos não se entendem sobre como devolver o cargo de dezenas de juízes, afastados por Musharraf no ano passado. Porém, ambos concordam ao considerar o presidente um arqui-rival com poderes excessivos. O partido de Zardari revelou na semana passada alguns detalhes de um pacote constitucional que espera ver aprovado no Parlamento. As medidas contidas na proposta acabariam com a prerrogativa de Musharraf para dissolver o Parlamento e apontar chefes militares. As reformas propostas também abririam caminho para a volta dos juízes. No encontro desta terça-feira, Zardari pediu a Sharif para apoiar seu partido "para que a supremacia do Parlamento e das instituições civis possa ser restaurada", segundo comunicado divulgado pelo escritório de Zardari. Sharif argumenta que o primeiro-ministro pode restaurar o status dos magistrados através de uma ordem simples. Já Zardari insiste que uma lei ou mesmo a própria Constituição devem ser alteradas para que a decisão tenha valor legal.  Sharif pede também o afastamento de Musharraf, enquanto Zardari busca uma solução mais branda, com mudanças legais de modo a tornar a presidência um posto sobretudo cerimonial.

Tudo o que sabemos sobre:
PaquistãoPervez Musharraf

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.