Oposição paquistanesa quer virada em laços com EUA

"Já perdemos US$ 68 bilhões e 34 mil vidas desde 2004 em uma guerra que não é nossa. O Paquistão não foi atingido nos ataques do 11 de Setembro, não convidou a Al-Qaeda nem criou o Taleban", diz Imran Khan, ex-ídolo do críquete que se tornou o político mais popular entre os jovens paquistaneses e planeja tornar-se primeiro-ministro do país.

AE, Agência Estado

19 de maio de 2011 | 09h30

Khan é divorciado da socialite britânica Jemima Goldsmith, com quem tem dois filhos. Quando vivia em Londres, frequentava festas e figurava nas colunas sociais. Embora circule bem entre os religiosos radicais do Paquistão, está longe do estereótipo muçulmano conservador. Aposentado da carreira como jogador, Khan voltou ao Paquistão e fundou o partido de oposição Tehreek-e-Insaf (Movimento por Justiça). Construiu sua carreira política sobre bandeiras como o fim da guerra e das relações com os EUA.

"Vou parar com essa guerra. Vou dizer aos EUA que não quero nenhuma interferência no Paquistão; não queremos seu dinheiro. Seremos seus amigos e vamos garantir que não haja terrorismo em nosso país, mas vamos fazer isso à nossa maneira. Não queremos bases americanas aqui", afirma.

Khan ainda promete parar Karachi, a maior cidade do Paquistão, nos dias 21 e 22, um protesto contra os bombardeios americanos nas zonas tribais da fronteira com o Afeganistão e pelas renúncias do premiê Yousuf Raza Gilani e do presidente Asif Ali Zardari, por causa da operação que matou Osama bin Laden. Khan recebeu a reportagem na mansão onde vive em Islamabad. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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