Oposição pode desocupar prefeitura em Kiev

Um importante líder da oposição na Ucrânia disse neste sábado que os manifestantes estão prontos para desocupar o prédio da prefeitura de Kiev, onde manifestantes permanecem há cerca de três meses. A saída, porém, está condicionada à retirada de acusações por parte do governo contra todos os participantes de protestos.

Agência Estado

15 de fevereiro de 2014 | 13h01

Esta semana, os últimos de um total de 234 manifestantes detidos foram libertados da prisão como parte de uma anistia. A lei de anistia também exige que a oposição libere os prédios ocupados em Kiev e em outras cidades do país.

Oleh Tyahnybok, líder do partido nacionalista Svoboda, disse este sábado que a oposição está pronta para deixar a prefeitura de Kiev, usada pelos manifestantes como dormitório, desde que os processos criminais contra os que aderiram aos protestos sejam retirados. Ele acrescentou que a decisão final deve precisar de aprovação dos manifestantes na Praça da Independência, conhecida como Maidan.

"Se tivermos a garantia de que, assim que dermos esse passo, o governo vai encerrar todos os processos contra os participantes do movimento, com o consentimento da Maidan estaremos prontos para dar esse passo", disse Tyahnybok a jornalistas.

Os protestos explodiram em novembro após o presidente Viktor Yanukovych ter abandonado um aguardado acordo econômico com a União Europeia e ter tomado um empréstimo da Rússia. Depois de a polícia ter dispersado vários protestos, os manifestantes criaram um amplo movimento por direitos humanos e contra a corrupção. Yanukovych ainda permanece popular no leste e sul do país, onde os laços culturais e econômicos com a Rússia são mais fortes.

Ainda neste sábado, o ativista da oposição Dmytro Bulatov disse acreditar que um grupo pró-Russia estaria por trás de seu sequestro e tortura no mês passado. Ele desapareceu em 22 de janeiro e ressurgiu uma semana depois, gravemente ferido e com parte da orelha cortada. O ocorrido levantou temores entre oposicionistas de que criminosos violentos estariam sendo usados para intimidar manifestantes anti-governo. Fonte: Associated Press.

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