Oposição prepara a "grande marcha sobre Caracas", diz TV

Algumas redes de televisão privadas da Venezuela, como a Globovisión, passaram a convocar para sexta-feira a "grande conquista de Caracas". Preparem-se, disse um dos apresentadores da Globovisión no programa desta tarde, "para a grande marcha, para a tomada de Caracas depois de amanhã (sexta-feira), segundo informações extra-oficiais que recebemos".Hoje à tarde, a oposição organizou outra gigantesca marcha por algumas ruas de Caracas, evitando chegar ao centro da capital. No sábado da semana passada, quando foi realizada uma das marchas mais impressionantes contra o presidente Hugo Chávez, na região de Altamira, bairro nobre de Caracas, os líderes da paralisação, a Confederação de Trabalhadores de Venezuela (CTV) e Fedecâmaras (empresários), haviam anunciado que a oposição estava preparando uma grande manifestação para esta semana, que poderia levar os venezuelanos a marchar em direção do Palácio de Miraflores (sede do governo). Até agora, entretanto, nem a CTV nem a Fedecâmaras haviam comentado mais sobre o que seria "a grande conquista de Caracas".PetróleoOs gerentes e subgerentes da Petróleos de Venezuela (PdVSA) decidiram, em assembléia, continuar a paralisação das operações que, de acordo com a avaliação dos próprios grevistas, atinge 90% da empresa. Gustavo Nuñez, indicado como porta-voz dos gerentes, disse que os funcionários de primeira e segunda linhas da PdVSA continuarão dando apoio irrestrito à direção da companhia, que aderiu à greve, e alertou sobre os "graves riscos que a empresa corre com a decisão do governo do presidente Hugo Chávez de querer retomar as operações a qualquer custo". Os gerentes, assim como a alta direção da companhia, querem a renúncia de Alí Rodríguez, presidente da PdVSA.Atualmente, a PdVSA tem cerca de 60 mil funcionários, dos quais aproximadamente 20 mil são terceirizados. "Chegamos até aqui e não daremos um passo atrás", disse Nuñez, ao ler o documento aprovado pelos gerentes e subgerentes, em apoio à paralisação. O porta-voz rejeitou também o "uso político que vem sendo dado ao petróleo e ao setor petroleiro pelo governo venezuelano?. ?A solução está nas mãos do governo. Por isso, esperamos que, junto com a oposição, chegue-se a um acordo para solucionar a crise", disse Nuñez."Os empregados da PdVSA se somaram a uma greve cívica e não a uma greve petroleira", tentou explicar Nuñez, ao afirma que o petróleo do país não pode ser usado como instrumento para manter a hegemonia do poder. "Queremos manifestar que, assim que a crise for superada, retomaremos as atividades", acrescentou, logo depois da assembléia realizada no Hotel Eurobulding, em Caracas, que se transformou em reduto dos grevistas da empresa.

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