Oposição pressiona por referendo no Bahrein

Ali Salman, presidente do principal partido de oposição ao governo do Bahrein, pediu nesta quarta-feira a realização de um referendo para que a população decida se a família real pode ou não continuar com seus amplos poderes.

Agência Estado

17 de agosto de 2011 | 17h01

Salman disse a jornalistas que a intenção de seu partido, Al Wefaq, é aumentar a pressão para que se intensifiquem os esforços de reconciliação.

Segundo ele, na consulta popular, os eleitores serão convidados a responder se o governo do Bahrein deve ser escolhido pelo voto ou continuar sendo indicado pela monarquia sunita que controla o país com mão de ferro.

Analistas consideram altamente improvável que a monarquia bareinita autorize tal consulta depois de meses de violenta repressão aos protestos liderados pela comunidade xiita em busca de mais direitos e liberdade.

O partido de Salman abandonou as negociações com a monarquia e passou a defender um boicote às eleições parlamentares convocadas para setembro.

Os protestos no Bahrein começaram em fevereiro, inspirados nos levantes populares que derrubaram ditaduras na Tunísia e no Egito no início do ano. Apesar de a população xiita ser maioria no Bahrein, o reino é dominado por uma minoria sunita. Mais de 30 pessoas foram mortas na campanha de repressão aos manifestantes pelo governo.

O Bahrein é uma pequena nação insular situada no Golfo Pérsico, mas tem grande importância geopolítica. O país sedia a 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos e é constante foco de atrito entre potências regionais, como a Arábia Saudita e o Irã. As informações são da Associated Press.

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