Oposição promete radicalizar ações contra o presidente venezuelano

A oposição está se reagrupando na Venezuela e anuncia para outubro uma agenda conflituosa, que inclui uma grande marcha na capital e uma greve geral para pressionar pela saída do presidente Hugo Chávez. A crise política e econômica enfrentada pelo país desde a frustrada tentativa de golpe em abril tende a se complicar diante da crescente luta interna, dos problemas financeiros do governo, da recessão econômica e do ressurgimento de rumores de descontentamento nos meios militares.A Coordenadoria Democrática, que aglutina os principais partidos opositores, decidiu unir forças com as maiores organizações empresariais e sindicais do país para realizar em 10 de outubro uma grande marcha na capital denominada "a tomada de Caracas". A convocação para a grande marcha faz parte de uma agenda de protestos programados pela oposição em Caracas e outras cidades do país com vistas a uma greve geral que está sendo organizada para outubro. "O que se quer é que haja uma greve que crie uma verdadeira possibilidade de saída do governo", disse o dirigente do partido opositor Aliança do Bravo Povo, Antonio Ledezma, à emissora Unión Radio.O diretor da empresa de pesquisas Datanálisis, Luis Vicente León, indicou que a manifestação promovida na quinta-feira pela oposição em protesto contra um decreto que estabeleceu oito zonas de segurança na capital representou uma importante medida de forças entre o governo e grupos opositores, que "de novo esquentaram o ambiente".León se mostrou reservado sobre o papel que poderia assumir a oposição no cenário político, e disse que, apesar de representarem 68% da população do país, os opositores estão em desvantagem em relação a Chávez, porque "suas lideranças estão totalmente divididas".

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