Oposição protesta e alega fraude nas eleições do Egito

Centenas de apoiadores da Fraternidade Muçulmana - principal grupo do bloco de oposição ao presidente Hosni Mubarak - cercaram os locais de votação no Egito e enfrentaram a polícia em manifestações de protesto sob alegação de que as eleições legislativas foram fraudadas. As manifestações aumentaram em vários locais na costa mediterrânea da cidade de Alexandria e no Cairo depois do encerramento das eleições.

AE, Agência Estado

28 de novembro de 2010 | 19h34

Em Alexandria, cerca de 800 pessoas protestaram do lado de fora da delegacia de polícia para onde os votos foram levados. Os protestos na cidade e no Cairo ocorreram durante todo o dia de votação, no qual muitos observadores independentes foram impedidos de chegar aos locais de votação. Em alguns lugares, os candidatos do governo foram vistos comprando votos dos eleitores próximo aos locais de votação.

As eleições parlamentares ocorridas hoje são as mais significativas para as eleições presidenciais previstas para o próximo ano. Pela primeira vez em quase 30 anos a presidência do país vem sendo questionada. Mubarak está com problemas de saúde depois de ter passado por uma cirurgia no começo do ano. Seu partido disse que ele concorrerá a outro mandato de seis anos, informação que não pôs fim às especulações sobre o futuro da liderança do Egito.

As preocupações aumentaram porque no último ano os egípcios ficaram revoltados com a alta dos preços, os salários baixos, o desemprego persistente e os serviços escassos, apesar do crescimento econômico que alimentou a expansão das classes mais elevadas.

Nas eleições de hoje, pelo menos 1.200 apoiadores do partido fundamentalista islâmico Fraternidade Muçulmana, único rival do governo, foram presos e muitos de seus candidatos viram suas campanhas serem interrompidas repetidas vezes. Nas últimas eleições parlamentares em 2005, a Fraternidade Muçulmana impôs uma derrota ao governo ao conquistar um quinto dos parlamentares com direito a voto. As informações são da Associated Press.

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