Oposição quer ampliação de decreto de anistia

A oposição venezuelana quer que o presidente Hugo Chávez amplie o decreto de anistia assinado na noite de segunda-feira. Ontem, estudantes, familiares dos presos e diversos grupos opositores se reuniram na Praça Alfredo Sadel, em Caracas, para pressionar o governo.A nova medida, que deve ser publicada no diário oficial venezuelano nos próximos dias, indulta opositores presos ou processados por envolvimento na tentativa frustrada de golpe contra Chávez em 2002. O problema, segundo os críticos do governo, é que o projeto atual é limitado. A anistia anunciada por Chávez não se estenderá nem àqueles que são acusados de tentativa de homicídio e magnicídio nem aos que estão foragidos da Justiça. "Vamos continuar nas ruas até que todos os venezuelanos que estão presos por razões políticas recuperem a liberdade plena", disse ontem, em entrevista à rede de TV Globovisión, Dany Ramírez, que foi condenado a 6 anos de prisão e deve ser um dos beneficiados pela anistia. O argumento dos opositores é que muitos acusados tiveram de fugir da Venezuela porque não confiavam na Justiça do país. "A lei de anistia não ser discriminatória", disse o advogado Gonzalo Himiob, representante do Fórum Penal Venezuelano. A anistia era uma demanda que estava incluída na proposta de conciliação apresentada pela oposição no mês passado. Segundo analistas, o fato de o presidente ter feito um aceno à proposta pode indicar um processo de revisão no governo depois da derrota da reforma constitucional de Chávez em dezembro.

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