Wason Wanichakorn/AP
Wason Wanichakorn/AP

Oposição quer anular eleição na Tailândia

Apoiados pelo principal partido opositor, manifestantes prometem continuar mobilização para derrubar governo da premiê Yingluck

O Estado de S. Paulo,

03 de fevereiro de 2014 | 21h54

BANGCOC - Um dia depois das eleições na Tailândia, manifestantes contrários ao governo prometeram na segunda-feira, 3, continuar mobilizados e buscar novas maneiras para derrubar a primeira-ministra, Yingluck Shinawatra. A oposição disse que pretende anular a disputa. Acampados no norte de Bangcoc, os ativistas marcharam para o centro da capital, conduzidos pelo líder dos protestos, Suthep Thaugsuban.

Apesar do temor de violência, a votação no domingo foi tranquila na maioria das sessões de votação. Algumas foram fechadas por manifestantes. Com isso, algumas cadeiras legislativas não foram preenchidas e o país precisará realizar uma série de eleições especiais para ocupar essas vagas. O novo quadro político só será conhecido após a conclusão do processo.

Ainda não está claro quando as novas eleições serão feitas, o que pode levar semanas. Até lá, a premiê continuará como interina, sem autoridade política e incapaz de aprovar novos gastos do governo.

Renúncia. Os ativistas pedem que Yingluck renuncie e abra caminho para um "conselho popular" para revisar o sistema político que dizem ser refém de seu irmão bilionário, o ex-premiê Thaksin Shinawatra. Considerado uma das figuras mais controvertidas da história recente do país, ele fugiu para evitar uma condenação por corrução, após ter sido deposto por um golpe militar em 2006. Os EUA alertaram para o risco de um novo golpe.

Para os manifestantes, o governo da primeira-ministra é muito corrupto e ela não passaria de um "fantoche" do irmão. Segundo projeções, entretanto, Yingluck deve vencer as eleições e retomar o poder.

A votação foi boicotada pelo Partido Democrata, o principal da oposição. A legenda, que apoia os protestos, informou na segunda-feira que estava estudando meios legais para invalidar a disputa. Um dos argumentos era o de que a votação não foi concluída em um único dia.

Na mobilização de hoje, os manifestantes ocuparam os principais cruzamentos de Bangcoc. Eles se concentraram próximo de prédios do governo e alguns ministros tiveram de deixar seus gabinetes para trabalhar em outros locais.

"Não vamos desistir da luta", disse Thaugsuban. "Nossa missão é manter fechados os escritórios do governo. Então, não nos peçam para recuar." / REUTERS e AP

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