Oposição quer eleições em fevereiro na Irlanda

DUBLIN - Os dois principais partidos de oposição da Irlanda pediram nesta segunda-feira, 24, que o governo minoritário comandado pelo partido Fianna Fail aprove leis financeiras importantes, vindas do orçamento de dezembro, então dissolva o Parlamento até o fim de semana e convoque uma eleição geral para 25 de fevereiro.

GABRIEL BUENO, Agência Estado

24 de janeiro de 2011 | 11h11

 

No domingo, o Partido Verde se retirou da coalizão governista e passou para a oposição. Apesar disso, a sigla afirmou que continuará a apoiar uma lei de finanças, que baliza o pacote internacional de ajuda financeira para o país vindo da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI), no valor de 67,5 bilhões de euros.

 

Os parlamentares do Partido Trabalhista, porém - que propuseram uma moção de censura ao governo a ser votada nesta quarta-feira -, e o partido Fine Gael insistem que a lei deve ser aprovada até o fim desta semana. Estaria assim facilitado o caminho para a eleição geral ocorrer antes da data inicialmente planejada, de 11 de março.

 

"Nosso país está à deriva no momento e esta é uma posição bastante desconfortável e perigosa para se ficar", disse um parlamentar do Fine Gael, Simon Coveney, em entrevista à rádio estatal RTE. "Nós simplesmente não podemos permitir que isso continue para além dessa semana por causa do dano para a Irlanda."

 

A porta-voz dos trabalhistas para questões de finanças, Joan Burton, reiterou a intenção de seu partido para avançar na moção de censura, a menos que seja aprovada até a sexta-feira uma lei para adiantar a eleição geral. "É possível fazer em 18 de fevereiro", disse ela, "mas é absolutamente possível fazer em 25 de fevereiro sem qualquer dificuldade".

A crise política se aprofundou na Irlanda no sábado, quando o primeiro-ministro Brian Cowen renunciou a seu posto de líder do Fianna Fail. Com isso, deve haver eleições internas na sigla governista para se escolher o novo presidente do partido. O Fianna Fail tem o pior apoio popular em seus 85 anos.

 

Na semana passada, o primeiro-ministro aceitou as renúncias de cinco ministros e pretendia apontar novos nomes para fortalecer sua posição antes das eleições. Sem apoio parlamentar para isso, porém, Cowen acabou tendo que redistribuir as tarefas para os atuais ministros da equipe. As informações são da Dow Jones.

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