Oposição quer investigar Mães da Praça de Maio

Líderes da oposição ao governo da presidente argentina, Cristina Kirchner, fizeram ontem um pedido à Justiça para que investigue as denúncias que indicam que a organização de defesa dos direitos humanos Mães da Praça de Maio teria financiado suas atividades a partir dos anos 90 com dinheiro vindo de roubos a supermercados e do lucro de cassinos, além de ter planejado o treinamento de membros da organização em atividades guerrilheiras com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e a guerrilha mexicana Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). As Mães tornaram-se aliadas políticas de Cristina e, nos últimos anos, têm recebido muitos fundos estatais. As denúncias foram feitas por Sergio Schoklender.

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2011 | 03h03

"Não acredito em Schoklender", afirmou o deputado Agustín Rossi, principal integrante da "tropa de choque" do governo de Cristina na Câmara. A Casa Rosada, em diversas ocasiões, qualificou Schoklender de "traidor". Hebe de Bonafini foi seca: "Para que comentar isso? Não faz sentido. São disparates".

Schoklender - expulso da organização em meados deste ano - confessou que organizava os roubos. Ele também revelou que um dos principais homens da comunicação do governo, Gabriel Mariotto, combinava frequentemente com Bonafini ataques ao jornal Clarín, considerado como "inimigo" pela presidente.

O parricida que transformou-se em militante de direitos humanos também afirmou que as licitações públicas do governo são manipuladas. "Os contratos são assinados antes mesmo do anúncio das licitações. Entre 15% e 25% dos valores automaticamente vão para o financiamento dos políticos." /ARIEL PALACIOS

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