Oposição reage em Comoros com explosões e homens armados

Coronel e apoiadores que tomaram a ilha do índico respondem a comunicado do governo oficial

Associated Press

25 de março de 2008 | 05h16

Explosões e homens armados tomaram conta da nação de Comoros no Oceano Índico nesta terça-feira, 25, assim que o governo anunciou que invadiria Anjouan para retirar os oficiais militares desertores que tomaram o controle da ilha em maio do ano passado.   A partir dessa data o coronel Mohamed Bacar e apoiadores armados tomaram a ilha de Anjouan, ameaçando o governo central. Bacar, que já foi presidente do país, tem dito que procura a independência de Anjouan.   Tiros e ruídos foram sentidos aos arredores da ilha e aumentaram a medida que a manhã chegava, disse um repórter da Associated Press.   Em resposta, "400 a 450 militares já estão no solo de Anjouan", disse o chefe de Defesa Mohamed Dosara. "Eles precisam tomar o aeroporto" onde há um pequeno foco da resistência. Alguns militares tomaram o controle das ilhas pelo principal porto. Pelo menos 80 homens dos exército da Tanzânia, que integram a União Africana, estão entre a força terrestre. As tropas aparentemente chegaram a bordo de dois navios.   O Comoros, um arquipélago de três ilhas acerca de 400 quilômetros do sudeste da costa da África, tem sido tomado por uma série de violentos protestos e ações políticas radicais desde a independência da França, em 1975.   Cada uma das três ilhas tem um presidente regional abaixo do líder do país, presidente Ahmed Abdallah Sambi, que está baseado em Moroni, a ilha central da Grande Comore.   "Eu ordenei ao exército invadir Anjouan para liberar a ilha das mãos de Mohamed Bacar", disse Sambi. As explosões e homens armados atraíram centenas de pessoas para as ruas de Anjouan, algumas delas dizendo "Bacar é um cachorro", referindo-se ao coronel Mohamed Bacar.   Os residentes foram alertados pelo Exército Nacional de Desenvolvimento (AND) para não se afastarem demais de suas casas.

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