Oposição síria acusa Assad de destruir vilarejo em Homs

Forças leais ao presidente da Síria, Bashar Assad, atacaram um vilarejo na província de Homs nesta semana, queimando casas e matando a tiros e a facadas pelo menos 106 moradores, incluídas mulheres e crianças, acusaram ativistas da oposição síria nesta quinta-feira. O vilarejo destruído foi o de Haswiyeh, perto da cidade de Homs. O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo opositor sediado em Londres, disse que 106 pessoas foram mortas em Haswiyeh, em um ataque que ocorreu na terça-feira. Segundo o grupo, algumas pessoas foram "queimadas vivas dentro das suas casas" enquanto outras foram esfaqueadas.

AE, Agência Estado

17 de janeiro de 2013 | 18h00

O relatório diz que "famílias inteiras foram executadas, uma delas tinha 32 pessoas". O ativista sírio Youssef al-Homsi, que vive em Homs, confirmou que pelo menos 100 pessoas foram mortas em Haswiyeh. Ele enviou à Associated Press uma lista com os nomes de cem pessoas que afirmou terem sido mortas no vilarejo. Em adição a famílias inteiras, a lista contém nomes individuais de 15 mulheres e 10 crianças. O Observatório e al-Homsi disseram que todos os mortos pareciam ser muçulmanos sunitas, sugerindo que a matança teve um caráter sectário.

Omar Idilbi, do grupo Comitês de Coordenação Local, que opera na Síria, disse que 37 pessoas foram mortas, mas esse número incluía apenas os corpos encontrados até quarta-feira. Ele disse que mais corpos foram encontrados hoje. Não foi possível confirmar as informações sobre o massacre porque a presença da imprensa internacional não é permitida na Síria.

Um funcionário do governo em Damasco negou os relatos de um massacre em Haswiyeh, ao dizer que ninguém foi morto no local. "O exército protege os civis e suas propriedades" e acusou "terroristas" de usarem civis como "escudos humanos".

As informações são da Associated Press.

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