Oposição Síria cobra ação de potências sobre conflito

O chefe da oposição na Síria, Ahmed Moaz al-Khatib, criticou neste sábado as potências mundiais por não impedirem o violento conflito no país, que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) já deixou mais de 70 mil mortos.

AE, Agência Estado

23 de fevereiro de 2013 | 17h34

As declarações foram dados durante uma manifestação no Egito, que Khatib descreveu como "uma mensagem de protesto para todos os governos do mundo, árabes ou não árabes, que podem ver como o povo sírio está sendo morto, enquanto eles ficam simplesmente olhando".

Na sexta-feira, a coalizão de oposição disse que vai boicotar uma reunião do grupo Amigos da Síria, na Itália, e cancelou viagens que estavam programadas para os EUA e a Rússia, citando a "vergonhosa" inação da comunidade internacional.

Os rebeldes querem ajuda na luta para derrubar o governo do presidente Bashar al-Assad, que já dura quase dois anos. O problema é que a Rússia e a China estão bloqueando qualquer ação do Conselho de Segurança da ONU, e as potências ocidentais estão hesitantes em fornecer armas para a oposição, com medo que elas caiam nas mãos de radicais islâmicos.

"A ONU é uma liderança global, assim como a França, o Reino Unido e a União Europeia. Todos eles têm sido incapazes de deter um assassino como Assad de continuar cometendo massacres contra nosso povo. Nós não podemos continuar ouvindo declarações que não são acompanhadas de atitudes. O mundo tem a responsabilidade de proteger o povo sírio", disse neste sábado o porta-voz da Coalizão Nacional, Walid al-Bunni. As informações são da Dow Jones.

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