Oposição síria pede que Congresso dos EUA autorize ataque militar

Coalização Nacional defende punição ao regime de Bashar Assad e disse estar 'decepcionada' com decisão de Obama de esperar aval do Congresso para agir

Com agências EFE e AFP

01 de setembro de 2013 | 10h03

A Coalizão Nacional da Síria, principal aliança da oposição, pediu neste domingo, 1º, ao Congresso dos Estados Unidos para autorizar uma intervenção militar na Síria para deter o regime de Bashar Assad. Nesse sábado, 31, o presidente Barack Obama anunciou que pedirá aval do Congresso para iniciar ação militar no país.

 

Em comunicado, a oposição síria afirmou que a comunidade internacional deve punir o regime do presidente sírio para "enviar uma mensagem clara" a ele. No texto, a oposição diz que, caso não haja uma ação, abre-se a possibilidade de surgirem "ditaduras que vão fabricar e exportar armas químicas".

 

Representantes do grupo rebelde sírio expressaram sua "decepção" pela decisão do presidente norte-americano de aguardar o aval do Congresso, que está em recesso até o dia 9 de setembro.

 

Samir Nashar, membro do conselho da Coalizão Nacional, disse à agência de notícias AFP que "esperava um ataque direto iminente (...), mas nós acreditamos que o Congresso aprovará os ataques militares". "O relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos contém provas irrefutáveis da responsabilidade do regime neste ataque químico", completou. No dia 21 de agosto, explosões em Damasco causaram a morte de 1.429 pessoas.

 

No comunicado, a oposição síria também defendeu que, além da operação militar, os rebeldes se armem para evitar mais mortes no país. "O objetivo é a queda do regime e não existe nenhuma razão para dar mais tempo para o assassino", diz o texto.

 

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, 110.371 pessoas já morreram no país desde o início do conflito, em março de 2011. A estimativa da ONU é de que ocorreram 100 mil mortes.

 

 

Mais conteúdo sobre:
Obamasíria

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.