Ammar Abdullah/Reuters
Ammar Abdullah/Reuters

Oposição síria propõe roteiro para transição política no país

Documento afirma que justiça deve ser 'assegurada para todas as vítimas da Síria'

AE, Agência Estado

13 de agosto de 2013 | 10h56

BEIRUTE - Ativistas de oposição sírios, incluindo membros da Coalizão Nacional Sìria, elaboraram um roteiro para alcançar a reconciliação nacional e justiça para "todas as vítimas da Síria", segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira, 13.

De acordo com a descrição do roteiro, a reconciliação nacional será alcançada por meio de um processo em que a justiça deverá ser "assegurada para todas as vítimas da Síria".

O documento foi divulgado em meio a relatos de abusos cometidos por forças do regime e combatentes rebeldes durante o conflito no país. A revolta começou com manifestações pacíficas contra o governo, em março de 2011, mas se tornou uma guerra civil e já deixou mais de 100 mil mortos.

Entre as propostas, os ativistas pedem o desarmamento e reestruturação das forças de segurança sírias com o objetivo de se livrar de "autoridades corruptas". "Todos os grupos armados serão desarmados, desmobilizados e reintegrados na sociedade síria."

O roteiro também estabelece planos para o sistema político do país após a queda do regime sírio. O documento pede um "sistema híbrido de presidencialismo e parlamentarismo''.

Os ativistas falam em utilizar a constituição nacional de 1950 como base para uma nova estrutura política. Uma assembleia constituinte eleita decidiria sobre as modificações. A constituição da Síria privilegia o Legislativo ante o Executivo e afirma que o chefe de Estado deve ser um muçulmano.

O grupo por trás da proposta, o Syrian Expert House, possui cerca de 300 ativistas, advogados e membros da Coalizão Nacional Síria e do Conselho Nacional Sírio. Desertores do governo e comandantes rebeldes também participaram do processo de elaboração do roteiro, disse o grupo.

O documento deve ser apresentado na íntegra nesta quarta-feira, na presença do líder da Coalizão Nacional, Ahmed Jarba. A coalizão ainda não aprovou o roteiro. / DOW JONES

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