Oposição também comete crimes na Síria, diz ONU

Comissão diz que tanto as forças de segurança aliadas ao regime quanto os rebeldes violaram os direitos humanos

GENEBRA, O Estado de S.Paulo

25 Maio 2012 | 03h06

Um painel de especialistas em direitos humanos apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou ontem que forças de segurança sírias e grupos armados de oposição têm cometido assassinatos, torturado pessoas e abusado de crianças durante os 15 meses de levante contra o governo do presidente Bashar Assad.

De acordo com o grupo, as forças de segurança são responsáveis pela maior parte de violência cometida no país.

As descobertas feitas pela Comissão Internacional Independente de Investigação sobre a Síria mostram um assustador padrão de abusos cometidos pelos dois lados do conflito que, segundo o painel, tem se tornado "cada vez mais militarizado", apesar dos esforços de cessar-fogo da ONU.

O relatório foi escrito com base em centenas de entrevistas realizadas desde março com vítimas e testemunhas que fugiram do país. O painel, formado por três pessoas, disse que o conflito se transformou e agora o governo enfrenta combatentes bem organizados, que também incluem desertores.

Os abusos dos direitos humanos cometidos por forças do governo ocorrem "com mais frequência durante ataques militares de larga escala em locais específicos conhecidos por abrigar desertores e simpatizantes da oposição", diz o documento.

A ONU está mobilizando cerca de 300 observadores militares desarmados para monitorarem na Síria uma trégua aplicada em 12 de abril graças à mediação do enviado internacional Kofi Annan. O grupo confirmou 207 mortes ao longo de dois meses. A ONU diz que até dezembro as forças sírias mataram mais de 9 mil pessoas na repressão à rebelião iniciada em março de 2011. / AP, EFE e REUTERS

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