Oposição tenta evitar privatização da água no Chile

Políticos de centro-esquerda reforçaram hoje sua oposição à intenção do governo de vender à iniciativa privada a participação do Estado chileno em quatro empresas de fornecimento de água e saneamento básico e advertiram para a possibilidade de recorrerem ao Tribunal Constitucional do país.

AE, Agência Estado

23 de dezembro de 2010 | 19h31

O governo do presidente Sebastián Piñera defende a privatização total das quatro empresas que abastecem Santiago e outras três importantes cidades chilenas, por meio da qual pretendem levantar US$ 1,6 bilhão para capitalizar outras empresas estatais.

Desde a privatização parcial das companhias, na década passada, o Chile detém de 33% a 40% das ações das quatro companhias. O ministro chileno da Economia, Juan Andrés Fontaine, alegou que o governo não está privatizando. "Estamos cumprindo uma meta do programa de governo", declarou.

O Partido Socialista, de oposição, estuda a possibilidade de recorrer ao Tribunal Constitucional do Chile para impedir a venda da participação do Estado nessas companhias. Por sua vez, o presidente do Senado, o democrata-cristão Jorge Pizarro, qualificou a privatização como "um erro" e acusou o governo de querer "entregar a determinadas empresas privadas um grande negócio". A participação acionária do Estado nessas empresas rende aos cofres públicos chilenos o equivalente a US$ 150 milhões por ano. As informações são da Associated Press.

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