Oposição tenta impugnar referendo na Venezuela

A Coordenadoria Democrática (CD), aliança de oposição na Venezuela, protocolou no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) um pedido de impugnação dos resultados do referendo de 15 de agosto, que decidiu pela continuidade do mandato do presidente Hugo Chávez. Durante o ato de entrega da contestação, a consultora jurídica da CD, Delsa Solórzano, disse a jornalistas que a solicitação contém "1.077 elementos de prova das ações fraudulentas perpetradas pela situação" para vencer o plebiscito. Segundo ela, a soma de provas entregues ao CNE "é tão contundente, sobretudo no que se refere à manipulação do Registro Eleitoral Permanente, que se os três diretores situacionistas tivessem um mínimo de moral, o recurso seria declarado válido". Três dos cinco diretores do CNE são vistos pela oposição como simpatizantes do governo. As decisões nesse organismos são tomadas por maioria simples."É a primeira vez na minha vida que vou apelar com a certeza de que vou perder. Todo o país está esperando que a impugnação seja negada. Acredito que na Venezuela ninguém espera que ela seja aceita", comentou Solórzano. A oposição se recusa a reconhecer a vitória de Chávez, que obteve 59% dos votos, alegando "fraude maciça" durante a consulta popular. O CNE, que tem um prazo de 20 dias corridos para decidir sobre a impugnação do processo, assegura que o referendo foi "a eleição mais limpa já ocorrida na história política da Venezuela".

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