Oposição tenta se reinventar após revés

Considerada a porta-voz dos republicanos, a rede de TV Fox News, desde a madrugada de ontem, concentrou sua programação na discussão sobre o futuro do partido depois da reeleição de Barack Obama. De um lado, alguns defendem a ida ainda mais para a direita, acentuando um processo iniciado desde o surgimento do Tea Party, cerca de quatro anos atrás. Outros preferem o retorno a uma vertente mais moderada, de décadas passadas.

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2012 | 02h04

O Wall Street Journal, de linha editorial conservadora, resumiu a briga assim: os "simpatizantes do Tea Party", como é chamada a facção mais à direita do partido, "dirão que os republicanos erraram ao indicar um moderado ex-governador de Massachusetts (Mitt Romney) para a presidência. Os moderados acusarão o Tea Party de ter forçado Romney a ir muito para a direita nas eleições gerais".

Um dos únicos consensos entre a base do partido é a existência de uma nova geração de líderes republicanos com nomes fortes para as eleições de 2016. Um deles é o próprio Paul Ryan, candidato a vice na chapa de Romney, e o senador pela Flórida Marco Rubio.

William Kristol, editor da revista conservadora Weekly Standard e um dos mais respeitados intelectuais da direita americana, questionou em um artigo de opinião: "Deixando os números de lado, como os republicanos vão se enxergar? Sim, há o consolo na força em alguns Estados e em seus impressionantes líderes jovens. Mas, no âmbito nacional, é difícil imaginar como eles evitarão divisões".

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