Oposição venceu pleito na Moldávia, indica boca-de-urna

Partidos pró-europeus obtiveram, combinados, votos suficientes para vencer o Partido Comunista que governa a Moldávia, uma ex-república soviética de língua romena, indicou hoje uma pesquisa de boca-de-urna. Se confirmada, a vitória dos quatro partidos de centro-direita deverá aproximar a Moldávia do Ocidente. A pesquisa feita pelo Instituto de Política Pública indica que os partidos de centro-direita obtiveram 53,9% dos votos nas eleições parlamentares, enquanto os comunistas, liderados pelo presidente Vladimir Voronin, receberam 41,7% dos votos. O instituto entrevistou 17 mil eleitores em 200 sessões eleitorais ao redor da Moldávia. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

AE-AP, Agencia Estado

29 de julho de 2009 | 18h37

Alexandru Tanase, vice dirigente de um dos quatro partidos de oposição, confirmou que agora eles negociarão a formação de uma coalizão de governo. "A conclusão é que o Partido Comunista perdeu as eleições após uma campanha exaustiva, onde ocorreram enormes pressões não apenas sobre os políticos como sobre as pessoas comuns", disse. Se os resultados oficiais confirmarem a boca-de-urna, a oposição poderá formar um governo de coalizão, mas mesmo assim terá que negociar com os comunistas a nomeação de um sucessor para Voronin.

Os partidos precisam de pelo menos 5% do total de sufrágios para obter um cadeira no Parlamento de 101 deputados. Três partidos não obtiveram o mínimo de votos para isso, o que significa que seus sufrágios serão distribuídos entre partidos aliados que obtiveram cadeiras, numa manobra que deverá favorecer a oposição.

A Moldávia está politicamente paralisada desde abril deste ano, após a oposição ter alegado fraude nas eleições que aconteceram naquele mês e violentos tumultos terem deixado pelo menos três pessoas mortas. Voronin foi obrigado a dissolver o Parlamento no mês passado e convocar novas eleições. Uma vitória pro europeia, além de aproximar a Moldávia da união Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), também ajudará o país a reparar suas relações com a Romênia.

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