Oposição venezuelana aceita convite para se reunir com Maduro

Oposição venezuelana aceita convite para se reunir com Maduro

Encontro preparatório para início de negociações foi intermediado por missão da Unasul

Denise Chrispim Marin - Enviada Especial,

08 de abril de 2014 | 14h58

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e representantes da frente oposicionista Mesa de Unidade Nacional (MUD) se encontrarão nesta tarde para uma reunião preparatória para o início do diálogo bilateral. Na na Casa Amarilla, sede da chancelaria venezuelana, ambos os lados vão discutir suas precondições, conforme informou há pouco o ministro de Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, um dos integrantes da missão da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

A reunião preparatória foi negociada pela missão de seis chanceleres da Unasul, entre os quais o brasileiro Luiz Alberto Figueiredo, entre ontem e a manhã de hoje. Por meio de sua conta no Twitter, Maduro informou ter mantido uma "conversa ampla" com os chanceleres da Unasul, que lhe propuseram o encontro direto com a oposição. "Bom, eu aceitei", escreveu.

Os chanceleres se reuniram novamente com a MUD na manhã de hoje e também com o vice-presidente, Jorge Arreaza. Uma vez obtido o consentimento da oposição à proposta de uma reunião preliminar, os chanceleres informaram o governo. Patiño afirmou estar esperançoso com o início do diálogo, se possível ainda na quarta-feira. Os chanceleres, nesse caso, devem estender sua permanência em Caracas.

A MUD mantém suas condições anteriores para o diálogo e insistiu na necessidade de o governo anistiar todos os presos políticos e exilados. Também exige o desarmamento da população e a substituição dos ministros do Tribunal Supremo de Justiça e do Conselho Nacional Eleitoral cujos mandatos estão expirados ou em vias de expirar. No final do ano, expiram os do Promotor-Geral da República e do Defensor do Povo.

"É tão reconhecida a ineficácia e falta de operacionalidade da Defensoria do Povo que o governo atribuiu à nova Comissão Nacional de Direitos Humanos as funções daquela entidade", afirmou o secretário-geral da MUD, Ramón Guillermo Aveledo, depois do primeiro encontro com os chanceleres, na noite de ontem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.