REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Oposição venezuelana acusa governo de impedir entrada de parlamentares em Margarita

Segundo presidente da Assembleia Nacional, os opositores estariam viajando para a ilha para participar de evento paralelo a encontro internacional

O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2016 | 20h11

CARACAS - O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Henry Ramos Allup, acusou o governo do presidente Nicolas Maduro de impedir que parlamentares acessem a ilha de Margarita para participar de uma sessão simultânea ao encontro do Movimento dos Países Não-Alinhados que ocorre na próxima semana.

"O governo proibiu transporte para nós, seja aéreo ou marítimo", disse Allup, via Twitter, em meio à crescente controvérsia a respeito do encontro do bloco de 120 nações, a maioria delas formada por países em desenvolvimento, entre 13 e 18 de setembro.

Com a Venezuela envolta em uma grande crise econômica e protestos políticos, o governo Maduro espera usar o evento para reforçar sua legitimidade internacional, enquanto a oposição busca aproveitar a oportunidade para tentar colocar o presidente em situações de embaraço público e ampliar a campanha para impedi-lo de continuar à frente do país.

A Assembleia Nacional, controlada pela oposição, havia anunciado que realizaria uma sessão no dia 15 em Margarita, na costa caribenha do país, para fazer contatos com delegações que participarão do encontro internacional.

Denúncias. A oposição venezuelana afirma que o governo é responsável por uma onda de repressão, incluindo a prisão de ativistas. Maduro afirma que suas forças de segurança estão, na verdade, impedindo tentativas de golpe de Estado financiadas pelos EUA.

O governo ainda não informou quais países estarão no encontro do Movimento dos Países Não-Alinhados. A mídia venezuelana, no entanto, já noticiou que serão poucos os chefes de Estado que comparecerão além dos já tradicionais aliados políticos da Venezuela na região, como Cuba, Equador e Bolívia.

O Movimento dos Países Não-Alinhados foi criado durante a Guerra Fria por países em desenvolvimento que desejavam evitar um alinhamento automático com os Estados Unidos ou a União Soviética. Mas o movimento luta para ter alguma relevância desde a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o colapso da União Soviética. /REUTERS

 

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