EFE/MIGUEL GUTIERREZ
EFE/MIGUEL GUTIERREZ

Oposição venezuelana condena ameaça de ‘opção militar’ contra crise

Sem mencionar Trump e com críticas a Maduro, MUD adverte contra qualquer interferência estrangeira no país

O Estado de S.Paulo

13 Agosto 2017 | 17h52

CARACAS -A coalizão opositora venezuelana Mesa da Unidade Democrática (MUD) rechaçou neste domingo a ameaça militar de qualquer potência estrangeira contra a Venezuela, sem mencionar o presidente americano, Donald Trump, que advertiu que poderia usar a opção militar para conter ante a crise venezuelana.

A MUD, integrada por 30 partidos políticos contrários ao presidente Nicolás Maduro, repudiou o uso da força, ou a ameaça de aplicá-la, por parte de qualquer país na Venezuela. Trump afirmou na última sexta-feira que estudava muitas opções para o caso venezuelano, incluindo uma possível opção militar, se necessário.

A MUD não menciona em seu comunicado nem Trump nem os Estados Unidos, mas acusa Maduro de tornar o país uma ameaça regiona e promover uma intervenção cubana, referindo-se às relações estreitas entre Caracas e Havana desde a chegada do chavismo ao poder, em 1999.

“A Venezuela sofre há anos interferência militar e política de Cuba, afetando não apenas nossa soberania e independência, mas também constituindo uma das principais causas da violência” no país, afirmou a coalizão, que convocou protestos que já deixaram 125 mortos em pouco mais de quatro meses.

O texto ainda responsabiliza Maduro por isolar a Venezuela do restante do mundo, principalmente de países vizinhos.

A tensão entre Venezuela e Estados Unidos aumentou com a instalação de uma Assembleia Constituinte promovida por Maduro, que a oposição denuncia como manobra para instaurar uma ditadura.

“O único caminho para a paz é a restituição da democracia. Nós, venezuelanos, exigimos a realização de eleições livres em todos os níveis”, assinalou a MUD.

Ainda ontem, o vice-presidente americano, Mike Pence, viajou para a Colômbia, onde se reuniria na noite de ontem com o presidente Juan Manuel Santos para discutir a crise na Venezuela. A Colômbia tenta negociar uma saída diplomática para a crise. / AFP

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