EFE/Miguel Gutiérrez
EFE/Miguel Gutiérrez

Oposição venezuelana convoca novos bloqueios de ruas em rejeição à Constituinte

Para aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), é necessário manter mobilização para evitar avanço da reforma da Carta do país; protestos contra o presidente Nicolás Maduro perderam força após votação em 30 de julho

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2017 | 09h46

CARACAS - A aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) convocou os venezuelanos a bloquearem ruas nesta terça-feira, 8, em todo o país para protestar contra a Assembleia Nacional Constituinte instalada pelo oficialismo apesar da rejeição de parte da população e da comunidade internacional.

A MUD recorreu várias vezes a esta forma de protesto conhecida na Venezuela como "trancazo" antes e durante a eleição da Constituinte em 30 de julho, uma data desde a qual as manifestações contra o presidente Nicolás Maduro têm perdido força. "É preciso continuar, porque a única forma de nos derrotarem é se nos rendermos", disse em nome da MUD o deputado Juan Guaidó.

A MUD vê na implementação da Constituinte - que foi instalada na sexta-feira na sede do Legislativo e durante mais de dois anos exercerá seu poder plenipotenciário para reordenar o Estado - uma forma de Maduro consolidar a ditadura que, na opinião da aliança opositora, já existe na Venezuela.

Na sua primeira decisão, esta Assembleia convocada por Maduro para mudar a Constituição destituiu a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, que tinha alertado das supostas intenções totalitárias da Constituinte e acusou o presidente de converter o país em um "Estado policial".

Em sua segunda medida de mais relevância, este órgão não reconhecido por boa parte da comunidade internacional criou uma "mesa da justiça e da verdade" que deve encarregar-se de castigar os líderes opositores que convocaram marchas antigovernamentais.

Após semanas de "trancazos" contínuos e duas greves gerais, as ruas de Caracas e da maioria das cidades venezuelanas permaneceram em calma desde a eleição da Constituinte em 30 de julho. / EFE

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