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Oposição venezuelana expõe à Unasul condições para retomar diálogo

MUD quer criação independente para investigar mortes em protestos e libertação de manifestantes

O Estado de S. Paulo,

19 Maio 2014 | 08h28

CARACAS  - A Mesa de Unidade Democrática (MUD) - a coalizão que reúne os partidos de oposição ao chavismo na Venezuela - expôs na noite de domingo, 18, aos chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) que intermedeiam o diálogo entre o governo e a oposição no país suas exigências para retomar as negociações com o presidente Nicolás Maduro. Entre elas estão a criação de uma comissão independente que investigue os protestos que deixaram 42 mortos, 800 feridos e 252 presos desde fevereiro, além  da libertação de estudantes e líderes da oposição que estão presos.

O pedido foi feito em uma reunião com os chanceleres do Brasil,  Luiz Alberto Figueiredo, Maria Angela Holguín, da Colômbia, e Ricardo Patiño, do Equador. As negociações foram suspensas na semana passada em protesto contra a prisão de centenas de estudantes que acampavam numa praça em protesto contra o governo.

"Os chanceleres escutaram nosso ponto de vista e agora devem conversar com o governo. A bola agora está com eles", disse o secretário-executivo da MUD, Ramón Guillermo Aveledo. " Os pontos são muito simples. Não se conversa à toa. Esperamos agora uma atitude do governo."

Maduro promete seguir com o diálogo, mas tem rejeitado aceitar as demandas da oposição. Ontem, ele acusou a "extrema direita" a Venezuela  de tentar um golpe de Estado contra ele. Facções mais radicais da MUD não aderiram ao diálogo

      

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Elías Jaua, acusou ontem os Estados Unidos de "ingerência" na crise política do país e prometeu levar o caso à ONU. / EFE

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