AP Photo/Ariana Cubillos
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Oposição venezuelana marcha contra prisão de López

Manifestantes deverão vestir branco em protesto que marca um ano da prisão do opositor; chefe da OEA pede libertação

CARACAS, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 02h03

O partido venezuelano Vontade Popular - de oposição à presidência de Nicolás Maduro, cujo líder, Leopoldo López, está detido por incitar violência em manifestações antigoverno, em 2014 - conclamou ontem os opositores ao chavismo a marchar vestidos de branco para protestar contra a prisão do político, que hoje completa seu primeiro ano.

Na noite anterior, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, defendeu a soltura de López e outros opositores presos na Venezuela para que as partes encontrem uma solução negociada para a crise no país. "Provavelmente, a libertação de alguns dirigentes políticos que estão presos ajudará que se crie esse ambiente de diálogo", disse Insulza na Cidade do México, após a apresentação de seu livro Estratégias e processos de política exterior nos Estados Unidos - 1981-1991.

"A Venezuela atravessa uma crise muito complexa, que não será resolvida pela via do confronto, nem pela via da vitória de um dos grupos em conflito."

Caracas. O coordenador nacional político do Vontade Popular, Freddy Guevara, convidou ontem os opositores a se concentrar na Praça José Martí de Chacaíto, o reduto eleitoral de López na capital venezuelana, às 10 horas locais (12h30 em Brasília).

A ex-deputada María Corina Machado e o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, prometem comparecer à marcha. No ano passado, eles conclamaram os protestos antigoverno juntamente com López, no âmbito do movimento "A Saída", que exigia a renúncia de Maduro. O governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, que não apoiou as manifestações de 2014, também promete comparecer à marcha de hoje, assim como Jesús "Chuo" Torrealba, secretário executivo da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática. / EFE

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