AP Photo/Francisco Seco
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Oposição venezuelana pede paralisação de 10 minutos em ato contra Maduro

Protesto previsto para quarta-feira, 7, ocorrerá em Caracas: MUD pede que críticos do chavismo parem no trabalho, em casa e no trânsito

O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2016 | 18h57

A coalizão opositora venezuelana Mesa de Unidade Democrática (MUD)convocou um novo protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro para a quarta-feira, 7. A oposição pediu que todos os moradores de Caracas parem o que estejam fazendo por dez minutos - entre 12h e 12h10 - em sinal de protesto. Esse será o segundo ato em uma semana, com o objetivo de pressionar o governo para acelerar o referendo revogatório do mandato do presidente. 

"Serão dez minutos. Todos os caraquenhos, onde quer que estejamos - em casa, no trabalho ou no trânsito - pararemos do meio dia às 12h10", disse o secretário-executivo da MUD, Jesus "Chuo" Torrealba.

Ainda de acordo com o porta-voz da aliança opositora, a paralisação de dez minutos em Caracas servirá de respaldo para os atos previstos no interior do país. Nos 24 Estados venezuelanos, os opositores pretendem se reunir diante das sedes regionais do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para protestar. 

O objetivo da manifestação é pressionar a Justiça eleitoral para realizar o referendo ainda este ano - única possibilidade, segundo a Constituição, na qual a votação em caso de vitória da oposição seria seguida da convocação de novas eleições. 

O CNE ainda não definiu a data exata da segunda fase de coleta de assinaturas para o referendo, que deve ser apoiada por  cerca de 4 milhões de eleitores para que a votação seja instaurada. 

"Não permitiremos que não nos permitam nos manifestar", acrescentou Torrealba. 

Os protestos de amanhã fazem parte de um conjunto de atividades criado pela MUD e denominado " A Tomada de Caracas". Na semana passada, a aliança diz ter reunido 1,1 milhão de pessoas na rua da capital para protestar contra o governo. No dia 14, haverá uma nova marcha, com duração prevista de 12 horas em todo o país. /EFE

 

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