Esteban Felix/AP
Esteban Felix/AP

Oposição volta às ruas de Caracas e Maduro promete reação mais forte

Manifestantes querem expulsão de agentes cubanos que atuam nos setores de segurança, cartórios e Forças Armadas do país

Denise Chrispim Marin, enviada especial, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2014 | 11h54

CARACAS - A oposição venezuelana lidera na manhã deste domingo, 16, uma marcha em Caracas a favor da expulsão de agentes cubanos que atuam nos setores de segurança, cartórios e Forças Armadas do país. O movimento sairá às 10h (12h30 no horário de Brasília) da Plaza El Índio, em Altamira, até Chuo, em Chacao. O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, adiantou ontem que a reação aos protestos da oposição será mais forte, sobretudo contra estudantes que organizam barricadas nas ruas da capital.

"Peço apoio para ações necessárias no campo policial que vou tomar nas próximas horas para acabar de liberar os lugares sequestrados pelos garimberos (organizadores de barricadas) e contra os violentos em alguns pontos do país", afirmou, ao final de uma marcha de aliados ao governo em apoio às Forças Armadas. Maduro atribui à oposição os atos de violências registrados no país desde o início de fevereiro, que resultaram na morte de 28 pessoas, ferimentos em outras 359 e a prisão de 1.499.

A marcha da oposição será conduzida pelo prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, pela deputada federal María Corina Machado e pelo vereador Freddy Guevara. Os protestos anteriores tiveram como tema problemas enfrentados no dia a dia pelos venezuelanos, como a inflação e o desabastecimento de bens de consumo básicos. Desta vez, o tema é a presença de agentes civis e militares cubanos nos órgãos de segurança, de inteligência e em outros setores do país.

Da prisão, o líder oposicionista Leopoldo López, do partido Vontade Popular, apoiou a continuidade dos protestos, apesar dos riscos de reação violenta do governo, e culpou Maduro pelas 28 mortes. López concedeu entrevista por escrito ao jornal venezuelano El Universal. "Nada justifica os mortos, feridos, torturados e presos. Dói em mim o sacrifício do nosso povo, de todos os que sofreram, os descamisados e os em uniforme. Mas não podemos nos esquecer que a principal responsabilidade é de Maduro. É o que mostram as evidências: as fotos, os vídeos e os testemunhos."

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