Ramon Espinosa/AP
Ramon Espinosa/AP

Oposicionista contesta sua votação nas eleições haitianas

Candidata diz que os 31,37% dos votos a seu favor não corresponde a conta feita pelo seu partido

Efe,

09 de dezembro de 2010 | 01h03

PORTO PRÍNCIPE - A candidata à Presidência do Haiti Myrlande Manigat denunciou nesta quarta-feira, 8, que os resultados atribuídos pelas autoridades eleitorais do país a seu favor estão abaixo dos números que realmente obteve durante o pleito geral de 28 de novembro.

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"A percentagem de 31,37% (dos votos a seu favor) não corresponde à nossa própria conta. Segundo nossos números, seriam muito mais votos para mim", afirmou a candidata em mensagem transmitida pelo rádio.

 

Manigat também solicitou uma "avaliação independente" para "limpar estes resultados", ao tempo que anunciou que fará uma impugnação para "reivindicar seus direitos".

 

A candidata declarada vencedora do primeiro turno fez chamada para que os outros candidatos façam o mesmo para que "a verdade possa aflorar" sobre seus próprios votos e os dos demais candidatos. "Vamos mudar isto", exclamou.

 

Pelos dados do Conselho Eleitoral Provisório (CEP), Manigat ficou à frente do aspirante governista Jude Celestin, que obteve 22,48% dos votos e também estará no segundo turno, e do cantor Michel Martelly, que somou 21,84% dos votos.

 

Centenas de partidários de Martelly protagonizaram distúrbios violentos nesta quarta-feira em várias partes do Haiti, o que causou a morte de 2 pessoas e deixou várias feridas, segundo informaram as autoridades.

 

O próprio candidato defendeu as ações de seus seguidores, embora tenha rejeitado os atos violentos, que atribuiu a elementos "infiltrados" em seu movimento.

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