Oposicionista de Mianmar se reúne com enviado da ONU

A líder oposicionista de Mianmar, Aung San Suu Kyi, libertada de sua prisão domiciliar no último dia 13, se encontrou neste sábado com Vijay Nambiar, enviado especial da ONU para o país. A visita durou mais de uma hora e Suu Kyi disse esperar que essa tenha sido a primeira de muitas conversas com a organização para tentar resolver os problemas do país. Nambiar se encontrou antes com o ministro do Exterior de Mianmar, mas não foram divulgados detalhes da conversa.

AE, Agência Estado

27 de novembro de 2010 | 12h38

Suu Kyi afirmou que a conversa com o enviado da ONU foi "muito valiosa". "Mas um encontro não é o suficiente. Eu espero que essa seja a primeira de muitas reuniões. Eu acredito que nós vamos precisar de muitas e frequentes conversas para discutir todos os problemas que estamos enfrentando", comentou.

Desde sua libertação, após ficar mais de sete anos presa, Suu Kyi tem conversado com diplomatas, políticos e representantes de agências internacionais. Aos 65 anos, a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz deixa claro que quer um regime democrático em Mianmar, mas tem sido cuidadosa para não afrontar a junta militar que controla o país.

Segundo o porta-voz de Suu Kyi, a líder oposicionista "acredita que a visita do enviado da ONU poderá contribuir para o desenvolvimento político de Mianmar". Nyan Win disse que "embora as Nações Unidas tenham suas limitações em implementar suas tarefas, nós respeitamos seu papel".

Essa é a primeira visita de Nambiar para Mianmar desde que ele assumiu o posto de enviado especial, que era ocupado por Ibrahim Gambari, que viajou para o país pela última vez em junho de 2009. Vários representantes da ONU, incluindo o próprio secretário-geral Ban Ki-moon, têm tentado intermediar as conversas entre a junta militar e a oposição, mas não conseguem reunir os dois lados, apesar de terem declarado diversos avanços.

Suu Kyi não teve contato com a junta militar desde que foi libertada. Ela tem solicitado um encontro pessoal com o líder do grupo, o general Than Shwe, para tentar uma reconciliação, mas não foi atendida.

O partido político de Suu Kyi ganhou as eleições de 1990, mas nunca assumiu o poder. Este mês, o partido União Solidária e Desenvolvimento, apoiado pelos militares, ganhou a eleição legislativa, mas em meio a muitas acusações de fraude. As informações são da Associated Press.

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