Oposicionista e 13 policiais têm prisão preventiva decretada no Equador

Aliado de Lúcio Gutierrez diz ser inocente e pede que o governo não politize a questão

estadão.com.br,

07 de outubro de 2010 | 17h36

QUITO - A Justiça do Equador decretou nesta quinta-feira, 7, a prisão preventiva de um assessor do ex-presidente Lúcio Gutierrez e de 13 dos 33 policiais detidos provisoriamente acusados de envolvimento na rebelião do último dia 26.

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Um juiz de Quito decretou a prisão de Fidel Araújo, colaborador do ex-presidente Lúcio Gutierrez, acusado de instigar os policiais a se rebelarem contra o governo.

Araújo, que está preso há dois dias, disse ser inocente e pediu que o governo não politize a questão. Ele prometeu comprovar que não estava com os policiais no momento em que o presidente Rafael Correa foi hostilizado e isolado em um hospital militar.

De acordo com a procuradoria da província de Pichincha, que abriga a capital, Quito, outros 20 policiais receberam uma medida cautelar e dois foram libertados. A prisão foi ordenada pela juíza Tania Molina, da 24ª Vara Criminal de Pichincha.

Quartelada

Os distúrbios do dia 26 deixaram ao menos oito mortos e 274 feridos. Os protestos foram causados por uma lei que corta bônus e benefícios dos policiais, aprovadas pelo Congresso com o objetivo de diminuir os gastos públicos.

Policiais e oficiais da Força Aérea ocuparam os principais quartéis do país, o aeroporto de Quito, o Congresso e bloquearam estradas de acesso a Quito e Guayaquil.

Após ir ao Regimento de Quito falar com os amotinados, Correa foi atacado com bombas de efeito moral e retido em um hospital. Ele foi resgatado horas depois em uma ação da polícia de elite. O governo declarou estado de exceção no país.

O Exército, o Congresso e o Judiciário permaneceram leais ao presidente.

A União das Nações Sul-Americanas (Unasul), a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia (UE) e os EUA condenaram a rebelião e pediram a volta da normalidade democrática no Equador.

Com Efe

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