Oposicionista é libertado e retoma campanha no Zimbábue

Tsvangirai diz que prisão prova que o presidente Mugabe pode 'roubar' no segundo turno das eleições

Agência Estado e Associated Press,

05 de junho de 2008 | 09h33

O líder oposicionista zimbabuano Morgan Tsvangirai voltou nesta quinta-feira, 5, a fazer campanha para as eleições presidenciais deste mês, um dia depois de ter passado nove horas em uma delegacia próxima da segunda maior cidade do Zimbábue, anunciou o Movimento para a Mudança Democrática (MMD).   Por meio de um comunicado, Tsvangirai afirma que as horas que passou na delegacia de Bulawayo depois de ser preso enquanto fazia campanha são uma prova do quanto o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, está preparado "para roubar" o segundo turno da eleição, marcado para o dia 27. Wayne Bvudzijena, porta-voz da polícia, alegou que as autoridades apenas queriam certificar-se que um dos veículos do comboio de Tsvangirai estava adequadamente registrado.   Segundo o porta-voz, a polícia exigiu que apenas o motorista fosse para a delegacia e que os demais integrantes do comboio insistiram em ir junto enquanto aguardavam a revisão dos documentos. O MMD afirma que Tsvangirai foi detido junto com 14 correligionários.   A oposição e grupos de defesa dos direitos humanos acusam Mugabe de orquestrar atos de violência e intimidação para perpetuar-se no poder. Na quarta, o governo também suspendeu a atividade de três ONGs - Save The Children UK, Care International e Adra - no país por estarem "colaborando com a oposição". Logo após a prisão, os EUA criticaram a detenção de Tsvangirai e exigiu sua libertação. "Pedimos ao governo do Zimbábue para criar uma atmosfera na qual as opiniões políticas diferentes às do governo se expressem livremente sem temer intimidações ou violência", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack.

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