
26 de junho de 2009 | 12h46
Khatami pediu ao Judiciário que "confronte os líderes dos protestos, os líderes das violações e aqueles que são fortemente apoiados por Estados Unidos e Israel". O clérigo disse que aqueles que destruíam propriedades públicas e perturbavam a paz estavam "em guerra com Deus" e deveriam ser "tratados sem piedade". Khatami lembrou que as palavras do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, são os desejos de Deus e não devem ser contrariadas. O religioso também acusou a mídia estrangeira de fazer falsas reportagens sobre o país e acusou especificamente a Grã-Bretanha.
As autoridade iranianas acusam a oposição de interferir nos assuntos internos do país. No começo da semana, o Irã expulsou dois diplomatas britânicos, o que, em contrapartida, motivou a expulsão de dois diplomatas iranianos da Grã-Bretanha. O site oficial de Mousavi foi alvo de hackers hoje, tendo todo o seu conteúdo apagado. A página era a principal forma de o reformista falar com a população iraniana. Ele tem enviado sinais divergentes nos últimos dias, pedindo que os partidários não desobedeçam à lei, mas mantenham a contestação aos resultados eleitorais.
Ontem, quando o site ainda funcionava, Mousavi disse que pediria permissão para os futuros protestos. Ele afirmou que recebeu ordem para pedir pessoalmente no Ministério do Interior permissão para realizar manifestações, com uma semana de antecedência.
União Europeia
Em Trieste, na Itália, ministros de Relações Exteriores da União Europeia pediram o fim da violência no Irã e uma solução pacífica para a crise. Pelo menos 17 pessoas morreram nos protestos, segundo informações oficiais. O governo divulgou ontem que oito milicianos Basij, pró-governo, também morreram nos distúrbios. Os dados não podem ser verificados por causa das restrições impostas pelo regime à cobertura jornalística.
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