Oposicionistas se unem e preparam exigências para Musharraf

Sharif e Bhutto exigem que pedidos sejam atendidos para não boicotarem as próximas eleições de janeiro

Associated Press,

05 de dezembro de 2007 | 00h23

Os principais partidos da oposição do Paquistão reforçaram nesta terça-feira, 4, seu enfrentamento contra o presidente Pervez Musharraf, ao unirem forças para elaborar as exigências que o governo devem cumprir se quiser evitar um boicote nas próximas eleições. Veja também:Paquistão testemunha 1º atentado suicida realizado por mulherEx-premiê decide não recorrer de impugnação no Paquistão O ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif passou o dia fazendo campanha, apesar da suspensão de sua candidatura nas eleições de 8 de janeiro. "Minha determinação para salvar o Paquistão continua sendo imensa e, se Deus quiser, ganharemos esta guerra contra Musharraf", afirmou Sharif ao se reunir com partidários no norte do país. Representantes do partido de Sharif e partidários da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto - normalmente inimigos políticos, mas unidos contra Musharraf - se reuniram para elaborar uma lista de exigências e estabeleceram um prazo para que sejam cumpridas. "Todos estamos de acordo que devido ao atual sistema fraudulento, as próximas eleições serão manipuladas, a menos que a oposição tome atitudes contra isso", disse Ahsan Iqbal, um dos representantes de Sharif. As conversas aconteceram um dia depois de Bhutto e Sharif se reunirem pela primeira vez desde que ambos regressaram ao país. Em uma demonstração de unidade, eles concordam que as eleições não seriam livres nem imparciais. O Paquistão está em estado de emergência há um mês. Sharif disse que as conversas agora são sobre quanto tempo eles darão para Musharraf aceitar as exigências. "Nossa exigência principal é para que todas as ações tomadas ao se declarar o estado de emergência sejam retiradas". A oposição exige ainda que a constituição seja restituída e que os juízes da Corte Suprema, demitidos quando iam emitir sua decisão em torno da legalidade do novo mandato de Musharraf, sejam readmitidos. Desde que declarou o estado de emergência em 3 de novembro, Musharraf colocou na Corte Suprema pessoas de sua confiança, os quais aprovaram sua permanência no poder, e prenderam centenas de ativistas defensores de direitos humanos e advogados. Muitos dos presos já foram liberados e o presidente paquistanês prometeu suspender o estado de emergência em 16 de dezembro, três semanas antes das eleições.

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