Opositor a Chávez pede asilo político

O prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, um dos principais líderes da oposição venezuelana, decidiu pedir asilo político a um "país amigo" em vez de comparecer a um tribunal venezuelano para responder a processo por corrupção. A informação foi divulgada pelo partido de Rosales, Um Novo Tempo, que acusa o presidente Hugo Chávez de perseguí-lo por questões políticas. "A entrega de Rosales não seria uma entrega à Justiça, mas a Chávez, que o está perseguindo", afirmou Omar Barboza, presidente do Um Novo Tempo. Segundo ele, o líder opositor está escondido em algum lugar na Venezuela desde março.

AE-AP, Agencia Estado

20 de abril de 2009 | 21h25

Há mais de 30 anos na política, Rosales já foi duas vezes governador de Zulia, Estado mais populoso e rico em petróleo do país. Nas eleições de 2006, ele concorreu à presidência contra Chávez, mas foi derrotado. No ano passado, começou a ser investigado por corrupção.

Durante a campanha para as eleições regionais de novembro, nas quais Rosales concorreu à prefeitura de Maracaibo (capital de Zulia), o presidente ameaçou prendê-lo e o chamou de "ladrão" e "mafioso".

A promotoria venezuelana pediu a prisão de Rosales há um mês, acusando-o de enriquecer de forma ilícita entre 2002 a 2004, quando ele era governador de Zulia. Se for condenado, o opositor pode pegar de três a dez anos de cadeia. Esperava-se que na audiência em que Rosales se recusou a aparecer, hoje, um tribunal venezuelano pudesse decidir se acataria ou não o pedido de prisão. A sessão, porém, foi adiada para o dia 11 porque os advogados do opositor tampouco compareceram, alegando que receberam de um político dissidente a transcrição de uma sentença predeterminada da juíza responsável pelo caso.

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